Ases em Omaha – Muito bonitos, mas que fazer com eles?19 de Julho de 2006 por Nic Szeremeta |
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Prosseguimos a nossa série de artigos sobre as variadas formas de Omaha, destinada a todos aqueles que querem experimentar algo para além do No Limit Hold´em. Ases em Omaha – Muito bonitos, mas que fazer com eles? Há apenas uma simples regra no que respeita ao Poker: NÃO HÁ REGRAS. Muitos livros se escreveram sobre Omaha e todos eles têm conselhos sobre o que fazer com uma mão inicial que inclua um Par de Ases. Esses conselhos variam de autor para autor (como devem, diga-se de passagem). Mas há duas sugestões mais comuns: Uma é que, em Omaha, todas as 4 cartas devem trabalhar em conjunto e que um Par de Ases sem qualquer tipo de ligação às outras 2 cartas é uma mão que deve ser abandonada. A outra é que uma mão inicial que contenha os “Rockets” não é assim tanto uma mão para fazer raise, é mais uma mão com que se deve fazer re-raise. Podemos apenas fazer call à Big Blind para entrar no pote, esperando que alguém faça raise para que possamos responder com um re-raise. Ambas as posições estão bem fundamentadas, mas a primeira não será necessariamente uma recomendação sempre a seguir. Vejamos o gráfico abaixo que ilustra as percentagens de vitória esperadas daquela que será, possivelmente, uma das piores mãos inicias em Omaha, quando está contra 3 outras “boas” mãos iniciais: De notar que estes valores se referem sempre quando estamos perante apenas um adversário e mostram o resultado esperado quando já saíram todas as cartas da Board. Em todos os casos, os Ases de mão, sem outras cartas secundárias que possam ser úteis, conseguem estar em vantagem. Faz portanto sentido fazer re-raise com estas mãos, mas com duas condições: A primeira é que consigamos isolar um único jogador, com o qual vamos jogar o pote em Heads-Up. A segunda é que o nosso re-raise seja suficiente para acabar com qualquer acção posterior, ou seja, que nós ou o nosso adversário fiquemos All-in, ou pelo menos totalmente comprometidos com o pote. Isto elimina a possibilidade de que falhemos o flop e que possamos ser afastados do pote, antes que possamos melhorar a nossa mão numa street posterior. A tudo isto, devemos ainda adicionar os ganhos que poderemos ter quando, pura e simplesmente, conseguimos fazer com que o nosso adversário faça fold ainda pré-flop, o que irá suceder uma percentagem significativa de vezes. |
