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Apresentamos o OMAHA

16 de Julho de 2006 por Nic Szeremeta

Apresentamos o OMAHA

O primeiro numa nova série de artigos sobre o excitante mundo do Omaha.
Para todos vocês que já estão fartos do Hold´em, prestem atenção a esta novidade e tentem algo de diferente!

Será provavelmente um bom palpite dizer que todos os novos recrutas do Poker nestes últimos anos se iniciaram no jogo através do Hold´em. Nas décadas de 60 e 70 do século passado, a primeira forma de Poker que todos aprendiam era o Five Card Draw, um jogo que está praticamente morto hoje em dia. Nessa altura, os jogadores evoluíam para o Stud, tanto na variante de cinco como de sete cartas. Hoje, esse processo de evolução dá-se entre o Hold´em e o Omaha.

A razão para isso é que aqueles que se aborrecem do Hold´em estão já familiarizados com uma série de convenções: há um flop, um turn e um river e as rondas de apostas são idênticas. As únicas diferenças aparentes são que cada jogador tem quatro cartas de mão e tem que usar obrigatoriamente duas dessas cartas, combinadas com três cartas da board, para fazer a sua mão.

Mas as aparências podem ser enganadoras, o que é o caso nestes dois jogos. O Omaha é totalmente diferente do Hold´em.

A selecção de mãos iniciais é uma área na qual este facto é muito importante. Muitos jogadores novos no Omaha tendem a olhar para as cartas que receberam e ver duas mãos de Hold´em. Ou poderão ver uma boa mão de Hold´em – um Par de Ases, por exemplo – com um 92 offsuit e incluem de imediato esta mão no seu range de mãos iniciais, com as quais estão dispostos a envolver-se na acção. Aplicam-se critérios diferentes às mãos iniciais em Omaha, comparativamente ao Hold´em, e isso deve-se à natureza diversa de cada um dos jogos.

Nos termos mais simples que é possível usar: o Hold´em é um jogo de “Carta mais Alta.” O que todos queremos ver nas cartas que recebemos, quanto mais altas, melhor. O Omaha é um jogo de “Cartas Ligadas.” O que isto significa é que um dos critérios para entrar nas jogadas é que as nossas cartas iniciais devem funcionar bem juntas, devem estar relacionadas umas com as outras, com potencial para conseguir uma variedade de mãos ou projectos fortes, uma vez que saia o flop.

Um jogador com a mão do exemplo acima (Figura 1) tem apenas um caminho a seguir. O único flop que lhe dará algum tipo de segurança ou de potencial para vencer a jogada será um que inclua um Ás, e mesmo um Trio de Ases no flop pode meter-nos em sarilhos.

Se no entanto substituirmos duas das cartas dessa mão, conforme o exemplo acima (Figura 2) então a mão torna-se jogável.

Em adição ao potencial para ligar o Trio mais alto logo no flop, temos agora potencial para fazer um Flush, quer em Paus, quer em Ouros, uma Sequência ao Ás ou uma Sequência com 10 como Carta Alta.

Em próximos artigos, iremos examinar com maior detalhe os diferentes tipos de Mãos Iniciais. Mas estes são muito pouco rígidos, dependerão sempre do tipo de Omaha que estamos a jogar. Existem basicamente duas variedades, Pot Limit e Limit, ambas jogadas nas modalidades de “High” e de “Hi-Lo 8 or better,” esta última normalmente jogada na modalidade Split Limit. No que toca aos objectivos desta série de artigos, iremos concentrar-nos principalmente nas versões de “High” e demonstrar as diferentes estratégias para cada uma das suas variedades.