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Para quê mandar um Homem fazer o trabalho de um Miúdo?

14 de Junho de 2006 por T.J. Cloutier

Para quê mandar um Homem fazer o trabalho de um Miúdo?

A estrela internacional de Poker e reconhecido autor T.J. Cloutier é o principal instrutor da PokerSchoolOnline, o principal portal mundial de formação de Poker. T.J. contribui com a sua vasta experiência e os seus segredos para a vitória, numa coluna mensal na Poker Europa. Na PokerSchoolOnline, ele apresenta dicas semanais para torneios exclusivas, lições mensais e organiza seminários quadrimestrais.

Para quê mandar um Homem fazer o trabalho de um Miúdo?

Para quem assista pela TV, poderá parecer que torneios de No Limit Hold´em são sinónimo de metermos repetidamente todas as nossas fichas no meio da mesa. Mas o movimento de “All-In” a que assistimos tão frequentemente na televisão não é a jogada mais importante em No Limit Hold´em. O correcto é calibrarmos as nossas acções de acordo com a situação.

Não tem que sacrificar todas as suas fichas sempre que vai tentar ganhar um pote. Arrisque apenas um montante que lhe permita manter-se em jogo, caso a sua jogada não resulte. Não mande um homem fazer o trabalho de um miúdo! Em vez de apostar 5.000 fichas, aposte 1.000. Apostar uma quantia menor irá na maior parte dos casos ter o mesmo efeito, e com riscos muito menores. Se tiver uma mão forte, e se souber que o seu adversário lhe vai pagar o seu all-in, então obviamente que o deve fazer. Mas se achar que ele apenas lhe irá pagar uma aposta de 500 fichas, então aposte apenas as 500 fichas. O que se pretende é apostar a quantia certa no momento certo.

Tenha cuidado com contra quem é que tenta fazer os seus movimentos. Eu tento sempre fazê-los contra jogadores que eu sei que estão apenas a tentar chegar ao dinheiro. Você irá sempre ganhar o seu quinhão de potes, mas serão aqueles pequenos potes que você conquista quando não tem uma mão decente que, provavelmente, irão fazer a diferença a longo prazo.

Outro factor a ter em conta antes de tentar uma jogada mais arriscada contra determinado adversário é aperceber-se se ele está numa maré de sorte. Se ele tiver estado a ganhar uma série de potes, com certeza que não queremos jogar mãos marginais contra ele. A sorte vai e volta, por isso eu irei afastar-me do caminho de alguém que eu veja que tem uma mão jogável. Não vamos querer fazer o trabalho dos nossos adversários por eles.